You don't remember me, but I remember you...
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
Lista de Livros para 2014 - PARTE I
Saudosos amantes da leitura!
Daniel fascina-se sobre o livro e, ao buscar mais informações sobre o autor, descobre que quase ninguém o conhece e que alguém anda queimando todos os exemplares de seus livros. Então começa uma grande aventura que percorre as ruas da ilustre cidade de Barcelona, atravessando as fronteiras do tempo e da imaginação.
"Este livro nos traz uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros".
Preparei uma pequena lista de livros onde recomendo como leitura para este ano de 2014. Todos esses livros eu já li, por isso sinto-me confiante em indicá-los.
A ideia veio a partir de uma promessa feita à uma amiga. A minha recomendação não se restringe à ordem de leitura, mas aos títulos em si. Vamos lá!
1 - O Velho e o mar (Ernest Hemingway)
O livro é um clássico da história da literatura (americana, principalmente). Existem diversos livros magníficos do autor (Hemingway é um dos meus autores favoritos), mas para quem nunca leu nada dele, segue uma ótima sugestão para iniciantes.
Na história, podemos presenciar a luta de um homem contra a natureza, mas também podemos perceber que o autor nos passa algo a mais: nem sempre podemos ter tudo o que queremos, ou da maneira que gostaríamos, mas precisamos trabalhar com o que temos, deixando as reclamações de lado e lutar com nossas próprias forças, sem esperar pela ajuda dos outros (ajuda essa que nem sempre pode vir).
O fato do livro ser bem curto (apróx. 130 páginas), aliado ao fato do autor não "perder tempo' com adjetivos desnecessários (prosa tão enxuta de Hemingway) nos permite ler o livro todo de um só fôlego.
2 - A Revolução dos bichos (George Orwell)
Na fábula do autor, um grupo de animais fazem uma revolução, tomando conta da sua fazenda e expulsando os antingos donos. O objetivo maior talvez seja reconstruir a história sobre a revolução russa até o auge da União Soviética.
No livro, recheado de ironia, podemos entender de uma forma bem interessante o que os livros de história nos contam sobre esse período da história Russa. Leitura Obrigatória!
"Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros"
3 - O senhor das moscas (William Golding)
Neste livro, o autor explora um conflito muito conhecido no ser humano: de um lado, o impulso que nos leva a buscar a paz, aderir às normas e valorizar o bem; de outro, o impulso de alcançar a superioridade mediante a violência, o egoísmo, a vitória do indivíduo, passando por cima do grupo. (Bem x Mal; Ordem x Caos; Lei e Anarquia)
O romance trata, resumidamente, de um grupo de estudantes que caem em uma ilha, após sofrerem um desastra de avião, durante a Segunda Guerra. Sozinhos, os garotos elegem um líderem e começam a formar um tipo bem precário de sociedade (onde cada um terá uma série obrigações à cumprir, visando a manutenção do grupo). Pouco tempo depois, os meninos separam-se em dois grupos (facções): um valorizando a civilização, enquanto o outro à selvageria.
Embora a história se passe com um grupo de meninos perdidos numa ilha, o livro aborda perfeitamente questões da própria experiência humana.
4 - O grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald)
Este talvez seja um dos livros mais conhecidos da literatura do século XX. O Grande Gastby é um livro tão marcante, que já teve várias adaptações para o cinema: as de maior sucesso foram lançadas em 1974 e outra recentemente em 2013. O livro é um dos meus favoritos, por motivos muito particulares.
A romance é narrado por Nick Carray, contando a história do seu vizinho carismático, o multimilinário Jay Gastby, durante o verão em que se conheceram. A origem de toda a imensa riqueza de seu vizinho é um mistério, mas encontramos diversas alusões à corrução e à meios escusos de negócios.
O estilo de vida luxuoso de Gastby (festas suntuosas, carros enormes, uma deslumbrande mansão com sua própria praia) é apenas um artíficio, que logo descobrimos, para seduzir Daisy, seu amor perdido na juventude, agora casada com outro homem.
5 - A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón)
Um dos livros que mais foram comentados nos últimos anos (2012/13) é A Sombra do Vento, do espanhol Carlos Ruiz Zafón. Este livro é uma obra fascinante, sedutora e que eu garanto que você não conseguirá largar (quem já leu sabe disso). Embora o livro tenha sido lançado na espanha em 2001, faz pouco tempo que chegou ao Brasil.
Daniel Sempere está completando 11 anos. Seu pai, ao ver Daniel triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe (falecida), lhe dá um presente: de madrugada, leva-o a um misterioso lugar no coração histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido por poucos na cidade, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento, do misterioso autor Julián Carax.
Daniel fascina-se sobre o livro e, ao buscar mais informações sobre o autor, descobre que quase ninguém o conhece e que alguém anda queimando todos os exemplares de seus livros. Então começa uma grande aventura que percorre as ruas da ilustre cidade de Barcelona, atravessando as fronteiras do tempo e da imaginação.
"Este livro nos traz uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros".
6 - A menina que roubava livros (Markus Zusak)
"O livro tem como narradora a Morte, cuja função é recolher a alma de todos aqueles que morrem sem intervalos. Durante a sua passagem pela Alemanha, na Segunda Guerra Mundial, ela encontra a protagonista, Liesel Meminger, numa estação de comboio enquanto o seu irmão mais novo é enterrado próximo ao local. A menina, ao perceber que o coveiro presente deixou um livro, O manual do coveiro, cair na neve, rouba-o e é levada, então, até a cidade fictícia Molching, onde a sua mãe pretende entregá-la a uma família para que a adotem.
Na Rua Himmel, reside o casal de classe trabalhista formado por Hans e Rosa Hubermann. Lá, ela convive com os novos responsáveis e vai à escola, assim como faz amizade com o vizinho Rudy Steiner. Como ajudante de sua mãe, começa uma amizade com a mulher do prefeito Ilsa Hermann, embora ela só perceba o tamanho dessa amizade no fim da história."
Embora essa breve sinopse possa parecer enfadonha, o livro já está destinado para daqui à alguns anos, ser um clássico da literatura. A leitura é extremamente agradável, o desenrolar da história nos prende desde as primeiras páginas...
7 - Olhai os lírios do campo (Érico Veríssimo)
Quem já leu algum livro do escritor gaúcho Érico Veríssimo sabe o quão gostosa é a experiência de ler um de seus livros. Eu particularmente li uns 5 ou 6 de seus livros, mas confesso que esse é com certeza o meu favorito!
O livro narra a história de Eugênio, que, com muito sacrifício, se forma em Medicina. Na faculdade, Eugênio se apaixona por Olívia, moça tão humilde quanto ele, mas se casa por interesse com Eunice, uma mulher rica. Logo no início, Eugênio recebe por telefone a notícia de que Olívia (seu verdadeio amor) está no leito de morte, e então decide ir ao hospital vê-la. Em seguida, temos vários flashbacks contando o seu passado: rapaz de família muito pobre tem um desejo de tornar-se rico e livrar sua família da miséria, mas ao se casar com Eunice, ele passa a ser ganancioso e a detestar a pobreza.
O casamento de Eugênio entra em declínio, mas o mesmo tem medo de se separar da mulher, pois o medo de voltar a pobreza o assusta. Ao chegar ao hospital ele descobre que Olívia morreu há poucos minutos.
O livro é muito forte e confesso que sempre emociono ao lembra-lo. Tá bom vai, confesso: eu chorei
domingo, 5 de janeiro de 2014
Texto sem "A"
Olhem que curioso. Este texto inteiro foi escrito sem ter ao menos a letra A uma única vez! Segue:
"É possível sim. Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele. Pois rico o português e fértil em recurso diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de inicio, e somente de inicio, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente se por no inicio pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento nos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos levou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrimi-se sem limites com estes divertimentos instrutivos. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisemos sem o “E” ou sem o “I” ou sem o “O” e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, descorrendo livremente, por exemplo sem o “P”, “R” ou “F” , o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir o som sempre ou mesmo escolher sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo o discurso, o conto ou livro inteiro sobre o leitor melhor preferir.
Porém sem mesmo o uso pernóstico nos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o desejo escolhido, sem impedimentos.Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês.Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e copioso verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores. Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.
Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos."
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Um grito de amor do centro do mundo
Confesso que comprei esse livro há mais de um ano e por um motivo ou outro (falta de tempo, uma lista enorme de outros livros para serem lidos, etc.) vim adiando sua leitura. Também é certo que o título em si do livro nunca me despertou tanta curiosidade. Hoje, me arrependo por ter demorado tanto a começar a lê-lo!
Lembro que na época, eu só o tinha comprado pois era Literatura Japonesa (que eu adoro!) e estava louco atrás do maior número de livros de autores diferentes (já tinha alguns do Kenzaburo Oe, Kawabatta, Haruki Murakami, Akutagawa, Yukio Mishima, Natsume Soseki, etc.).
O livro é pequeno (155 pág.) e a história te prende do começo ao fim! Talvez por isso (aliado ao meu período de férias na faculdade) eu consegui lê-lo em um único dia.
Um grito de amor do centro do mundo realmente faz jus à Literatura Japonesa: delicado, sutil e, de certa forma, pessoal (é um daqueles livros que oferecem uma experiência única para cade leitor, em função do seu estado de espírito durante a leitura). Com isso, se você estiver bem, emocionalmente seguro de si, deveras atarefado nas atividades do dia a dia, talvez ache que esse livro seja só mais um livrinho piegas sobre o amor entre dois adolescentes. No entanto, quando a leitura é feita de forma mais atenta, dedicada, e quando o seu lado sentimental está, digamos, 'aflorado', a leitura te deixará marcado por um bom tempo (eu mesmo quase fui às lágrimas umas 3 ou 4 vezes).
O livro já vendeu mais de 4 milhões de cópias só no Japão! A história fez tanto sucesso entre os japoneses que virou mangá e um seriado.
Amor, amizade, sofrimento, morte... o livro nos traz a triste, mas bela, história de dois jovens Aki e Sakutarô, que iniciam uma amizade ainda na escola (ensino fundamental) e veem essa amizade se transformar em amor. Porém o amor entre eles termina (?) de forma trágica: Ela adoece e morre, mas ele não quer/consegue esquecer. Spoiler? Não se preocupem, ficamos sabendo da morte de Aki logo nas primeiras páginas. A história não é contada de forma linear. Usando técnicas parecidas com os flashbacks, variando entre presente e passado, ficamos sabendo como acontece todo o ocorrido.
Evidentemente a história em si não nos traz nada de novo. A Literatura está cheia de casos semelhantes, mas o que é interessante é a maneira magnífica como tudo é contado. Eu prometi a mim mesmo tomar cuidado com os adjetivos, mas é difícil me controlar!
Segundo o psicanalista austríaco Igor Caruso, uma separação nada mais é do que a vivência da morte em uma situação vital: é a vivência da morte do outro em minha consciência e da minha morte na consciência do outro. Digo morte, não necessariamente no sentido literal da palavra, mas das diversas mortes ou perdas das quais estamos sujeitos.
Quando a perda é grave, a pessoa precisa de um tempo para se reerguer (período que chamamos de luto). Período este necessário para recuperarmos nossa individualidade, nosso equilíbrio. Porém, no livro, este período parece nunca chegar para Sakutorô, mesmo com passar dos anos.
Apesar de tudo o que ocorre, Aki ainda permanece viva dentro de Sakutarô: viva em sua memória e em seu coração. Os relacionamentos podem terminar, mas de forma relativa. Acho que só quem já passou por uma situação de perda (não necessariamente de morte), entende o que eu quero dizer. Eu já, talvez por isso o livro me pareceu tão convincente.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
domingo, 8 de dezembro de 2013
Yesterday - The Beatles
Yesterday
All my troubles seemed so far away
Now it looks as though they're here to stay
Oh, I believe in yesterday
Suddenly
I'm not half the man I used to be
There's a shadow hanging over me
Oh, yesterday came suddenly
Why she had to go I don't know
She wouldn't say
I said something wrong now I long
For yesterday
Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday
Why she had to go I don't know
She wouldn't say
I said something wrong now I long
For yesterday
Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
My Jolly Sailor Bold
My Jolly Sailor Bold
Upon one summer's morning
I carefully did stray
Down by the Walls of Wapping
Where I met a sailor guy.
Conversing with a young lass
Who seem'd to be in pain,
Saying, William, when you go
I fear you'll ne'er return again.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold.
His hair it hangs in ringlets
His eyes as black as coal
My happiness attend him
Wherever he may go.
From Tower Hill to Blackwall
I'll wander, weep and moan
All for my jolly sailor
Until he sails home.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold.
My father is a merchant
The truth I now will tell
And in great London City
In opulence doth dwell.
His fortune doth exceed
300,000 gold
And he frowns upon his daughter
Who loves a sailor bold.
A fig for his riches
His merchandise and gold
True love has grafted my heart
Give me my sailor bold.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold.
Should he return in pov'rty
From o'er the ocean far
To my tender bosom
I'll press my jolly tar.
My sailor is as smiling
As the pleasant month of May
And often we have wandered
Through Ratcliffe Highway
Many a pretty blooming
Young girl we did behold
Reclining on the bosom
Of her jolly sailor bold.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold.
My name it is Maria
A merchant's daughter fair
And I have left my parents
And three thousand pounds a year
Come all you pretty fair maids
Whoever you may be
Who love a jolly sailor
That plows the raging sea
While up aloft in storm
From me his absence mourn
And firmly pray arrive the day
He's never more to roam.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold
I carefully did stray
Down by the Walls of Wapping
Where I met a sailor guy.
Conversing with a young lass
Who seem'd to be in pain,
Saying, William, when you go
I fear you'll ne'er return again.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold.
His hair it hangs in ringlets
His eyes as black as coal
My happiness attend him
Wherever he may go.
From Tower Hill to Blackwall
I'll wander, weep and moan
All for my jolly sailor
Until he sails home.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold.
My father is a merchant
The truth I now will tell
And in great London City
In opulence doth dwell.
His fortune doth exceed
300,000 gold
And he frowns upon his daughter
Who loves a sailor bold.
A fig for his riches
His merchandise and gold
True love has grafted my heart
Give me my sailor bold.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold.
Should he return in pov'rty
From o'er the ocean far
To my tender bosom
I'll press my jolly tar.
My sailor is as smiling
As the pleasant month of May
And often we have wandered
Through Ratcliffe Highway
Many a pretty blooming
Young girl we did behold
Reclining on the bosom
Of her jolly sailor bold.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold.
My name it is Maria
A merchant's daughter fair
And I have left my parents
And three thousand pounds a year
Come all you pretty fair maids
Whoever you may be
Who love a jolly sailor
That plows the raging sea
While up aloft in storm
From me his absence mourn
And firmly pray arrive the day
He's never more to roam.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold.
My heart is pierced by Cupid
I disdain all glittering gold
There is nothing can console me
But my jolly sailor bold
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
E na sexta-feira, o que você vai fazer?
- Este quadro é de Jackson Pollock, não é?
- Sim.
- O que ele representa para você?
- Ele representa a negatividade do universo. O abominável e solitário vazio da existência. O Nada. A condição do Homem forçado a viver em uma árida eternidade desprovida de Deus, como uma breve chama piscando no imenso vácuo com nada a não ser lixo, horror e degradação, presa em uma inútil camisa-de-força em meio aos cosmos negro e absurdo.
- O que você pretende fazer sábado à noite?
- Cometer suicídio.
- Ahn... E na sexta-feira?
Sonhos de um Sedutor (1972), de Woody Allen
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Essa abstinência uma hora vai passar...

"Você está saindo da minha vida, e parece que vai demorar."
...
"Cansei de chorar feridas que não se fecham, que não se curam"
...
"... Eu estava aqui o tempo todo, so você não viu...".
domingo, 13 de outubro de 2013
Hanami - Cerejeiras em Flor (2008)
Eu continuo a dizer que poucos filmes realmente me fizeram chegar às lágrimas (Cinema Paradiso; Noivo Neurótico, Noiva Nervosa; Juventude; Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças; etc.) e agora posso afirmar que mais um entrou nesta diminuta lista: HANAMI - CEREJEIRAS EM FLOR.
No filme, apenas a esposa Trudi sabe que seu marido Rudi está doente e que em poucos meses ele irá morrer. Decidida a ficar junto com ele nestes últimos dias de vida, Trudi, sem contar esta triste notícia ao seu marido, decide levar Rudi para visitar os filhos e netos em Berlim, porém estes estão ocupados demais com suas vidas, não se importando com a visita dos pais.
Em sua segunda viagem, desta vez ao Mar Báltico, Trudi falece repentinamente, deixando o marido sozinho. Rudi fica desesperado e, através da namorada de sua filha ele descobre que há muito tempo atrás, o amor de Trudi por ele a fez deixar de lado uma vida que ela sempre quis viver (dançarina de Butô).
Atormentado por isso, Rudi vai ao Japão, na época do festival das cerejeiras, e ao mesmo tempo vai de encontro ao Monte Fuji, local onde a mulher sempre quis ir, certo de que, ao seu modo, sua mulher estaria com ele durante todo o momento.
Evidentemente o filme não é "só isso". Aprendemos coisas importantes. Com o amor, por exemplo, devemos cuidar sempre, e dá-lo a chance de florir e quando isso ocorrer, saber apreciá-lo, pois nem sempre sabemos o quanto durará.
O tema central do filme talvez seja a transitoriedade das coisas. Da vida, das pessoas... dos momentos especiais. Há uma linda história, um romance, marcado todo o tempo por momentos intensos. Intensos, mas na sua maioria breves. Talvez daí venha o título do filme, pois as flores de cerejeiras são uma das coisas mais lindas que podemos ter o prazer de ver, mas ocorrem apenas uma ou no máximo duas vezes por ano. É por isso que os japoneses se sentam sob as cerejeiras em flor, pois estas ficam maravilhosamente belas quando estão floridas, porém há dor pelo fato de que este período de floração é curto.
A trilha sonora dá um ritmo todo especial ao filme. Músicas instrumentais (principalmente da cultura japonesa - e quem já leu mais alguma outra coisa minha desse blog saberá o meu gosto quanto à cultura nipônica). As melodias são leves, sutis, singelas, predominando os instrumentos simples: harpas, teclados, flautas... tudo diametralmente ao rock n'roll
O filme não foi muito divulgado no Brasil. Eu mesmo o conheci por acaso, durante minhas compras na Livraria Cultura. Estava procurando algum filme bom (como os que só lá eu consigo encontrar) e me deparei com ele. É uma tendência natural nossa (ou só minha, sabe-se lá!) tender a evitar o desconhecido. Naquele dia eu estava procurando algum dos filmes que eu já ouvira falar, de algum diretor já conhecido (Polanski, Almodóvar, Felini, Lars Von Trier, etc.) e me deparo com este, totalmente desconhecido para mim, da até então também desconhecida diretora alemã Doris Dörrie.
Eu sempre me considerei autodidata quanto à meus singelos conhecimentos 'extra curriculares'. E sinto uma tremenda felicidade quando consigo descobrir, sozinho (sem indicações) um filme como esses...
Assistam o trailer, clicando aqui.
Quem puder assistir, faça!
domingo, 6 de outubro de 2013
Hans Zimmer
Hans Florian Zimmer (nascido em 12 de Setembro de 1957, Frankfurt) é um compositor alemão, conhecido mundialmente por seus trabalhos com trilha sonoras de filmes.
Nascido em Frankfurt, Zimmer iniciou sua carreira musical
tocando teclados e sintetizadores, entre outros instrumentos, com as bandas
'Ultravox' e 'The Buggles' ("Video Killed the Radio Star"). Nos anos
80, começou a compor e produzir trilhas sonoras para filmes. Seu primeiro
grande sucesso veio em 1988 com o tema de Rain Man, pelo qual foi indicado ao
Oscar.
Desde então, tem composto música para muitos filmes como O Último Samurai, Gladiador, Falcão Negro em
Perigo, Hannibal, O Código Da Vinci, Pearl Harbor e Missão Impossível 2.
Zimmer também compôs parte da trilha sonora da série Piratas do Caribe, trabalho que define muito bem o estilo do
compositor.
Recentemente, compôs a trilha
sonora de The Dark Knight junto com James Newton Howard. Também contribuiu nos
arranjos do álbum de Tarja Turunen, My Winter Storm. Em 2008 ele compôs um
filme animação da DreamWorks: Kung Fu
Panda junto com John Powell. Ainda em 2008, Hans compôs para mais um filme
de animação da DreamWorks Animation, Madagascar:
Escape 2 Africa, junto com will.i.am.
E em 2009, compôs a trilha sonora
de Anjos e Demônios e do jogo Call of Duty: Modern Warfare 2,
considerado o maior sucesso da industria dos jogos e um dos maiores sucessos da
industria do entretenimento.
Também 2009 compôs a trilha
sonora de Sherlock Holmes, com a qual
foi indicado ao Oscar, porém perdeu para o filme Up: Altas Aventuras. Em 2010 fez a trilha de A Origem, continuando sua colaboração com o diretor Christopher
Nolan, além de ter participado também da composição da trilha sonora da mini
série The Pacific. Um dos trabalhos
notáveis de Zimmer foi em seu trabalho em The
Dark Knight - o segundo filme da trilogia de Christopher Nolan .
Em
dezembro de 2010, foi anunciado que Zimmer será o compositor do remake da série
Superman Homem de Aço, produzido por
Nolan e dirigido por Zack Snyder.
Em 1995 foi premiado com o Oscar
de melhor Trilha Sonora Original com a longa-metragem O Rei Leão que transporta o ouvinte para o mundo africano. O alemão
foi indicado ao Oscar pelas trilhas de Rain
Man, Um Anjo em Minha Vida, Missão Impossível, O Príncipe do Egito, Além da
Linha Vermelha, Gladiador, Sherlock Holmes e A Origem. Na disputa pelo
Globo de Ouro foi indicado 7 vezes e levou o Globo 2 vezes (O Rei Leão e Gladiador).
O estilo de Zimmer é
caracterizado pelo uso predominante de sons metálicos, combinados com coro de
vozes marcantes. A mistura de sintetizadores com fundo orquestrado e melodias
simplistas, como as presentes nas trilhas de Pearl Harbor, Piratas do
Caribe e Gladiador, são constantes em muitos de seus trabalhos.
Fonte: Wikipédia
sábado, 5 de outubro de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)





























