domingo, 17 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
A Volta da Mulher Morena
Meus amigos meus irmãos
Cegai os olhos da mulher morena,
Que os olhos da mulher morena estão me envolvendo,
Estão me despertando de noite
Meus amigos meus irmãos
Cortai os lábios da mulher morena,
Eles são maduros e úmidos e inquietos
E sabem tirar a volúpia de todos os frios
Meus amigos meus irmãos
E vós que amai a poesia de minh'alma
Cortai os peitos da mulher morena,
Que os peitos da mulher morena sufocam meu sono
E trazem cores tristes pros meus olhos
Jovem camponesa que me namoras quando eu passo nas tardes
Traze-me para o contato casto de tuas vestes,
Salva-me dos braços da mulher morena,
Eles são laços, ficam estendidos imóveis ao longo de mim
São como raízes recendendo resina fresca
São como dois silêncios que me paralisam
Aventureira do rio da vida
Compra o meu corpo da mulher morena
Livra-me do seu ventre como a campina matinal
Livra-me do seu dorso como a água escorrendo fria
Branca rosinha dos caminhos
Reza pra ir embora a mulher morena
Reza para murcharem as pernas da mulher morena
Reza para a velhice roer dentro da mulher morena
Que a mulher morena está encurvando meus ombros
Está trazendo tosse má para o meu peito
Meus amigos meus irmãos
E vós todos que guardai ainda meus últimos cantos
Daí morte cruel a mulher morena.
Vinícius de Moraes
sábado, 26 de janeiro de 2013
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Poseidon, o Deus Grego das Águas
Sonhei que estava no mar...
E revoltas eram suas ondas,
A invadir e devastar as serenas praias,
E tudo mais que no caminho estava!
E do mar, vi emergir das profundezas,
Em seus cavalos marinhos, o deus Poseidon
Acompanhado das ninfas e tritões.
E grande era sua ira contra o ser humano,
Clamando vingança por tamanha poluição,
Do homem exigindo a conscientização
Dos males causados ao seu reino e criações,
À grande fonte de vida e de inspiração
De poemas, lendas e canções!
Sonhei que estava no mar...
E vi a meiga esposa Anfitrite,
A fúria desse grande deus abrandar...
E vi sua face em amor se transformar...
Pai generoso, bondoso e protetor
Dos navegantes, das pescas e embarcações!
E vi as espumas e ondas de seu azulado mar
Cortejar e beijar a branca e macia areia
Sob o brilho e reflexo da lua cheia!
E Poseidon agora tranqüilo e soberano,
Percorrer os jardins de algas e banco de corais,
Com os golfinhos, baleias e sereias a brincar
E romântico, à sua amada Anfitrite ofertar
Uma linda estrela do mar!
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
Subjetivismo
![]() |
| Galeria de vistas de Roma antiga, - Giovanni Paolo Pannini |
"A beleza não é uma qualidade das próprias coisas; existe apenas no espírito que as contempla e cada um percebe a Beleza diversa. Pode até acontecer de uma pessoa encontrar deformidade onde uma outra vê apenas beleza; e cada um deveria se satisfazer com seu sentimento sem pretender regular o dos outros.
Procurar estabelecer um beleza real, ou uma deformidade real, é uma busca tão infrutífera como procurar estabelecer o que é realmente doce ou amargo.(...), e tem razao o provérbio que diz que gosto não se discute.
É muito natural e até mesmo necessário estender este axioma ao gosto mental, além do gosto corpóreo; assim o senso comum, que tão frequentemente diverge da filosofia, sobretudo da filosofia cética, ao menos num caso concorda com ela ao proferir idêntica decisão."
Ensaios morais, políticos e literários - David Hume
sexta-feira, 6 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
10 Curiosidades Literárias
1 – Lord Byron tinha um pé torto, mas ninguém sabe dizer qual é. Sua mãe dizia que era o direito, assim como os seus editores, que tinham as botas dele para provar. Mas o fabricante dos seus aparelhos ortopédicos dizia que era o esquerdo. Edward Trelawny, amigo de Byron, espiou as pernas dele depois de morto e disse que nao era nenhum dos dois, opinião compartilhada por um médico que examinou as botas dele 100 anos depois e concluiu que ele sofria na verdade de um distúrbio cerebral chamado diplegia espástica.
2 – J.K Roling começou a escrever seu primeiro livro Harry Potter e a Pedra Filosofal, em guardanapos em um bar que freqüentava, e ao terminar o livro ficou com uma terrível dúvida: escolher se comprava leite para sua filha ou mandava seu livro pra editora, hoje ela é mais rica que a rainha!
3 – Honoré de Balzac ingeria cerca de 50 xícaras de café por dia. Ele tinha predileção pelo café turco, preto e forte. Quando não conseguia tomar café, ele mesmo moia os grãos e os comia puros. Imaginem só se ele tivesse conhecido a Coca-Cola…
4 – O mestre do terror Edgar Allan Poe frequentou um internato na Inglaterra que ficava ao lado de um cemitério. As aulas de matemática ocorriam em meio aos túmulos, com os alunos tendo que calcular as idades dos mortos pelas datas marcadas nas lápides. E as aulas de ginástica consistiam em abrir as covas em que seriam enterrados os mortos da cidade. Depois disso, fica fácil entender porque Poe se tornou um dos escritores de terror mais conceituados de todos os tempos.
5 – Charles Dickens era adepto do mesmerismo. Hipnotizava pessoas em festas só por diversão e ajudava amigos a superar pequenas enfermidades. Também era um adepto da interpretação dos sonhos. Pena que ele nasceu antes de Freud inventar a psicanálise, senão o mundo poderia ter ganho um psicólogo mas possivelmente teria perdido Oliver Twist. A palavra inglesa boredom apareceu impressa pela primeira vez em A Casa sombria.A expressão em inglês "What the dickens?"; já era usada antes de Charles Dickens ter nascido, e é uma corrupção da expressão "What the devil?" ("mas que diabo?…").
6 – Leon Tolstói, o autor de “Guerra e Paz”, afirmava que tinha aprendido a falar esperanto em “três ou quatro horas” e passou a defender o idioma universal com unhas e dentes. Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias batiam de frente com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza. Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples.
7 – O grande escritor estadunidense Mark Twain era fumante desde os oito anos de idade. Durante a vida adulta, consumia cerca de 40 charutos por dia. E eram charutos do tipo mais vagabundo possível, apelidados de “mata-rato”. Seus amigos faziam questão de levar seus próprios charutos quando o visitavam, com medo que ele oferecesse um dos seus.
8 – Consta que as últimas palavras de Oscar Wilde (autor de “O retrato de Dorian Gray”) antes de morrer de meningite em um quarto de hotel em Paris foram: “Meu papel de parede e eu estamos lutando um duelo mortal. Um de nós dois terá de sair daqui.”
9 – Há quem defenda que Franz Kafka, autor de “A metamorfose”, tenha inventado o capacete de segurança civil, quando trabalhava no Instituto de Seguros e Acidentes de Trabalho da Boêmia, apesar de não haver certeza se ele inventou mesmo o objeto ou só defendeu o seu uso generalizado.
10 – “O Hobbit”, obra do grande JRR Tolkien, foi proibida na Alemanha nazista depois que um oficial do governo alemão entrou em contato com o autor britânico em 1937 para saber se ele era judeu e recebeu a seguinte resposta: “Lamento dizer que não tenho ascenstrais pertencentes a este povo tão bem dotado”.
Há uma coincidência curiosa em um dos seus livros, observe esse trecho:
"Três anéis para os Reis Elfos sob este céu,
Sete para os Senhores Anões em seus rochosos corredores,
Nove para os Reis dos Homens fadados ao eterno sono,
Um para o Senhor do Escuro em seu escuro trono."
Se invertermos a ordem dos números correspondentes à quantidade de anéis, teremos 1, 9, 7 e 3, ou, se preferirem, 1973, ano da morte de Tolkien.
Fonte: Extraído da internet
terça-feira, 26 de junho de 2012
Sobre Contos de Fadas
No século 16, os contos de fada não eram brincadeira de criança. Sexo, violência e fome apimentavam as tramas inventadas por camponesas nas poucas horas de diversão.
Você já imaginou se o lenhador não aparecesse ao final da história para salvar
Chapeuzinho Vermelho e sua vovozinha?
Agora pior do que isso , E se a menina, antes de ser devorada pelo Lobo Mau, ainda fosse induzida por ele a beber o sangue da avó, além de tirar a roupa e deitar-se nua na cama? Você contaria tal historinha a seu filho? Os camponeses da França do século 16 contavam – e os detalhes violentos e libidinosos desta e de outras histórias que povoam o nosso imaginário infantil não param por aí. Se você nunca ouviu as versões apimentadas, foi por obra e graça de escritores como o francês Charles Perrault, os alemães Jacob e Wilhelm Grimm e o dinamarquês Hans Christian Andersen, que entre o fim do século 17 e o início do século 19 pesquisaram, recolheram e adaptaram as histórias contadas por camponesas criadas em comunidades de forte tradição oral.
Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Branca de Neve, João e Maria, A Bela Adormecida e outros contos de fadas tão familiares foram passados de geração para geração por trabalhadores analfabetos, que se sentavam à noite em volta de fogueiras para contar histórias. Nestas reuniões, chamadas de veillées pelos franceses, as mulheres narravam seus casos enquanto fiavam e teciam, o que originou expressões como “tecer uma trama” e “costurar uma história”. Os homens consertavam suas ferramentas ou quebravam nozes. No universo dos camponeses franceses pré-Revolução, nos séculos 17 e 18, não havia tempo para descanso. Durante o Antigo Regime, diversão e trabalho misturavam-se, como na história da pobre Gata Borralheira.
Sem papas na língua, as contadoras de histórias caprichavam nos detalhes, digamos, escabrosos. Na versão original, A Bela Adormecida, por exemplo, foi violada por um anão durante o sono. Isso acontecia porque, naqueles tempos, essas não eram exatamente histórias infantis. Naquela época não havia distinção entre infância, adolescência e idade adulta. Esses contos eram galhofas, que serviam para unir a comunidade.
Tanta inspiração nascia do cotidiano: a segurança da casa e da aldeia opunha-se aos perigos da estrada e da floresta, como em Chapeuzinho Vermelho. A crueldade fazia parte do roteiro pois era pobreza e morte que se esperava do mundo no século 16. A fome, o maior mal daquele tempo, protagonizava muitas das narrativas, como em João e Maria, em que os pais abandonam as crianças na floresta por não ter como alimentá-los. No caso da história de João e Maria tem a parte da preocupação dos adultos com a fome que assolava a todos e das crianças que temiam ser abandonadas.
Tudo começa a mudar e os contos começam a ter nuances de contos de fadas com final feliz no final do século 18, quando se começa a fazer distinção entre a infância e a vida adulta. E é nesse momento da história que entraram em ação Perrault, os irmãos Grimm e, mais tarde, Andersen. Eles não foram os primeiros a passar para o papel as histórias dos camponeses, mas foram os mais bem-sucedidos em sua adaptação ao gosto da nobreza e das crianças. Perrault, por exemplo, incluiu comentários sobre os costumes e a moda das elites em suas versões para dar uma cara à nação francesa.
O que o escritor fez em seu Contos da Mamãe Gansa, de 1697, de certa forma foi o que os contadores faziam nas aldeias: adaptou um fio condutor comum a sua realidade, eliminando detalhes violentos ou de conteúdo sexual – e incluindo a “moral da história”. A adaptação ao gosto do contador, aliás, é uma marca que atravessa os tempos.
Tudo começa a mudar e os contos começam a ter nuances de contos de fadas com final feliz no final do século 18, quando se começa a fazer distinção entre a infância e a vida adulta. E é nesse momento da história que entraram em ação Perrault, os irmãos Grimm e, mais tarde, Andersen. Eles não foram os primeiros a passar para o papel as histórias dos camponeses, mas foram os mais bem-sucedidos em sua adaptação ao gosto da nobreza e das crianças. Perrault, por exemplo, incluiu comentários sobre os costumes e a moda das elites em suas versões para dar uma cara à nação francesa.
O que o escritor fez em seu Contos da Mamãe Gansa, de 1697, de certa forma foi o que os contadores faziam nas aldeias: adaptou um fio condutor comum a sua realidade, eliminando detalhes violentos ou de conteúdo sexual – e incluindo a “moral da história”. A adaptação ao gosto do contador, aliás, é uma marca que atravessa os tempos.
Em uma história da China do século 9, por exemplo, uma moça chamada Yeh-Hsien é ajudada por um peixe mágico, que lhe dá chinelas de ouro para a festa da aldeia. Na volta para casa, ela perde uma das chinelas, que vai parar nas mãos do governante. No fim, o chefe local apaixona-se pelos pés pequenos de Yeh-Hsien, em consonância com os costumes chineses de enfaixar os pés das meninas para que não crescessem. As diferenças culturais estão claras, mas pode-se reconhecer as origens de Cinderela no conto.Quando uma história é narrada de forma oral, normalmente é adaptada a realidade do momento. É, quem conta um conto sempre aumenta um ponto, seja na China do século 9, na França do século 18 ou nos dias de hoje.Esse post vai ficar enorme..rsrs, mas coloquei abaixo a histórias da Chapeuzinho Vermelho como eram contadas originariamente...e como ficou depois (essa última todos conhecem né?)mas se puder opinar, diria para não contar aos seus filhos a versão original.
“Chapeuzinho Vermelho”
Na França do século 18, Chapeuzinho Vermelho não usava um chapeuzinho vermelho. E o Lobo matava a vovó, enchia uma jarra com o seu sangue e fatiava sua carne. Quando a menina chegava, ele, já travestido, mandava que ela se servisse do vinho e da carne. Depois, pedia à menina para se deitar nua com ele. A cada peça de roupa que tirava, Chapeuzinho perguntava o que fazer, e o lobo respondia: “Jogue no fogo. Você não vai precisar mais”. E ela não perguntava dos olhos, orelhas ou nariz do algoz. Dizia, sim: “Ah, vovó, como você é peluda!”, ao que ele respondia: “É para me manter mais aquecida”. Citava ainda seus ombros largos e suas unhas compridas, em comentários sensuais, antes de dizer: “Ah, vovó! Que dentes grandes você tem!”. E a história terminava com o lobo devorando a garota. Sem caçador para salvá-la, sem final feliz e sem medo de mexer com tabus.
Na versão dos irmãos Grimm, do início do século 19, não tem banquete canibal, nem strip-tease ou mortes. Chapeuzinho, incitada pelo Lobo, desvia-se do caminho para colher flores. Enquanto isso, o lobo devora a vovozinha e veste suas roupas. Quando a gorota chega, faz as perguntas clássicas: Por que a senhora tem orelhas tão grandes?” É para te ouvir melhor”, responde o Lobo, e assim sucessivamente, passando pelos olhos, o nariz e as mãos, até a pergunta fatal: “Por que a senhora tem essa boca enorme? “É para te comer!”, diz o Lobo, devorando-a. Os Grimm incluíram na trama ainda a figura do caçador, que corta a barriga do Lobo e liberta a avó e a neta. Chapeuzinho então joga pedras na barriga do Lobo, que morre. E aprende a obedecer a mãe, a andar sempre no caminho certo e a não dar papo para lobos
*Texto tirado da internet
domingo, 24 de junho de 2012
O Manuscrito Voynich
Manuscrito
Voynich é um misterioso livro ilustrado com um conteúdo incompreensível.
Imagina-se que tenha sido escrito há aproximadamente 400 anos por um autor
desconhecido que se utilizou de um sistema de escrita não identificado e uma linguagem
ininteligível. É conhecido como "o livro que ninguém consegue ler".
Ao longo de sua
existência registrada, o manuscrito Voynich tem sido objeto de intenso estudo
por parte de muitos criptógrafos amadores e profissionais, incluindo alguns dos
maiores decifradores norte-americanos e britânicos ao tempo da Segunda Guerra
Mundial (todos os quais falharam em decifrar uma única palavra). Esta sucessão
de falhas transformou o manuscrito Voynich num tema famoso da história da
criptografia, mas também contribuiu para lhe atribuir a teoria de ser
simplesmente um embuste muito bem tramado – uma sequência arbitrária de símbolos.
A teoria hoje mais aceita é de que o manuscrito tenha sido criado como arte no
século XVI como uma fraude.
O volume,
escrito em pergaminho de vitelo, é relativamente pequeno: 16 cm de largura, 22
de altura, 4 de espessura. São 122 folhas, num total de 204 páginas. Estudos
consideram que o original teria 272 páginas em 17 conjuntos de 16 páginas cada,
outros falam em 116 folhas originais, tendo 1 se perdido.
Conforme
datação por Carbono 14 feita pela Universidade do Arizona, o pergaminho data do
início do século XV[1]; Conforme análise do “Mc.Crone Research Institut” a
tinta é da mesma época, embora as cores dos desenhos sejam posteriores.
Acompanha o
texto uma quantidade significativa de ilustrações em cores que representam uma
ampla variedade de assuntos; os desenhos permitem que se perceba a natureza do
manuscrito e foram usados como pontos de referência para os criptógrafos
dividirem o livro em seções, conforme a natureza das ilustrações.
Seção
I (Fls. 1-66): denominada botânica, contém 113 desenhos de plantas desconhecidas.
Seção
II (Fls. 67-73): denominada astronômica ou astrológica, apresenta 25
diagramas que parecem se referir a estrelas. Aí podem ser identificados alguns
signos zodiacais. Neste caso ainda fica difícil haver certezas acerca do que
trata realmente a seção.
Seção
III (Fls. 75-86): denominada biológica, denominação que se deve
exclusivamente à presença de muitas figuras femininas, frequentemente imersas
até os joelhos em estranhos vasos comunicantes contendo um fluido escuro.
Logo após essa
seção vem uma mesma folha repetida seis vezes, apresentando nove medalhões com
imagens de estrelas ou figuras que podem parecer células, imagens radiais de
pétalas e feixes de tubos.
Seção
IV (Fls. 87-102): denominada farmacológica - medicinal, por meio de imagens
de ampolas e frascos de formas semelhantes às dos recipientes das farmácias
antigas. Nessa seção há ainda desenhos de pequenas plantas e raízes,
possivelmente ervas medicinais.
A última seção do manuscritto Voynich tem
início na folha 103 e prossegue até o fim, sem que haja nessa seção final mais
nenhuma imagem, exceto estrelinhas (ou pequenas flores) ao final de alguns
parágrafos. Essas marcações fazem crer que se trata de algum tipo de índice.
O manuscrito
Voynich deve sua denominação a Wilfrid Michael Voynich, um americano de
ascendência polonesa, mercador de livros, que adquiriu o livro no colégio
Jesuíta de Villa Mondragone, em Frascati, em 1912, através de padre jesuíta
Giuseppe (Joseph) Strickland (1864-1915). Os Jesuítas precisavam de fundos para
restaurar a vila e venderam a Voynich 30 volumes da sua biblioteca, que era
formada por volumes do Colégio Romano que tinham sido transportados ao colégio
de Mondragone junto com a biblioteca geral dos Jesuítas, para evitar sua
expropriação pelo novo Reino da Itália. Entre esses livros estava o misterioso
manuscrito.
Recentemente
foi levantada a hipótese que buscava entender o motivo da dificuldade para o
texto ser decifrado. Gordon Rugg, em julho de 2004, individualizou um método
que poderia ter sido seguido pelos autores hipotéticos para produzir “ruídos
casuais” em forma de sílabas e de palavras. Esse método, realizável mesmo com
os recursos de 1600, explicaria essa repetição de sílabas e de palavras, a
essência básica típica da escrita casual e tornaria verossímil a hipótese de o
texto ser um falso trabalho renascentista criado como arte para enganar
qualquer estudioso ou soberano.
O manuscrito
foi utilizado como elemento literário, como pelo escritor britânico Colin
Wilson em um conto inspirado em H. P. Lovecraft, O retorno dos Lloigor, como
pelo escritor fantástico Valerio Evangelisti que na sua “Trilogia de
Nostradamus, assemelha o Voynich a um Arbor Mirabilis e dele faz um texto
esotérico no centro de uma trama complexa que se passa através da história
francesa do século XVI.[3].
No romance de
terror Codex, de Roberto Salvidio (2008)[4], vê-se uma hipotética decifração do
manuscrito Voynich..
O Manuscrito é
também protagonista do romance “O Manuscrito de Deus” de Michael Cordy.[5] no
qual o manuscrito é parcialmente decifrado por uma docente da Universidade de
Yale, sendo que se tratava de um mapa, instruções para encontrar o Jardim do
Éden.
Fonte: Wikipédia
quinta-feira, 21 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
O que devemos fazer?
"Queremos os erguer sobre os próprios pés e olhar com justeza e honestidade para o mundo: seus aspectos bons e aspectos maus, suas belezas, suas feiuras; ver o mundo como ele é e não ter medo dele; conquistar o mundo com inteligência, e não simplesmente subjugados como escravos pelo terror que emana dele (...).
(...) Quando ouvimos pessoas nas igrejas se rebaixando e dizendo que são pecadoras miseráveis e tudo o mais, isso me parece algo desprezível e indigno de seres humanos que respeitem a si mesmos. É necessário nos erguermos e olhar para o mundo com franqueza, de frente.
Precisamos fazer com que o mundo seja o melhor possível (...) Um mundo bom precisa de conhecimento, gentileza e coragem; não precisa de anseios pesarosos em pelo passado do agrilhoamento do livre pensar a palavras proferidas há muito tempo por homens ignorantes. Precisa de pespectivas desprovidas de medo e de liberdade para a inteligência. Precisa de esperança para o futuro, e não de um retrocesso para o passado que já morreu, que, acreditamos, será enormemente superado no futuro que a nossa inteligência é capaz de criar."
Trecho de "Por que não sou Cristão" de Bertrand Russell
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