quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

LAS VEGAS - Mario Puzo

Se existe um bom livro a se recomendar às pessoas que gostam de jogar (e postar, é claro) esse livro é Las Vegas, de Mario Puzo.
Neste livro (o meu terceiro a ser lido do autor) Mario Puzo mostra (se é que havia alguma dúvida ainda) todo o seu amor pelo jogo, mais precisamente Vegas, um verdadeiro oásis artificial construído no meio do deserto de Nevada (EUA). Bastidores dos cassinos e hotéis; terminologia oficial (própria) dos diversos jogos e jargões usados por aqueles não-tão-oficiais; história dos jogos de azar; história de como e por que um cidade dos prazeres seria construída no meio de um deserto; os tipos de jogos e como ser e não ser enganado em cada um; curiosidades, etc. Tudo isso e muito mais!

Eu confesso que fiquei muito surpreso ao ler o livro. Adiei o máximo possível a leitura, não sei ainda por qual motivo (por procrastinação ou mero preconceito pelo tema, sabe-se lá), mas a verdade é que vale a pena lê-lo (e depois, daqui a alguns poucos anos, relê-lo). O livro é bem fino, cerca de 150 páginas, é quase um almanaque, por assim dizer. O tipo de livro para se ler em um final de semana.

Sei que hoje Las Vegas não é exatamente não retrata o livro (afinal, escrito há 40 anos) e que muita coisa deve ter mudado. Mas mesmo assim dá vontade de ir lá, ao menos para ver como é. Nunca fui viciado em jogos (exceto alguns de video game) e muito menos em apostar, isso sempre odiei., mas temo que uma cidade como aquela onde tudo "conspira" para que você jogue (e aposte) possa influenciar a cabeça de um turista recém chegado.

Não sou especialista, longe disso, mas estou convencido de que alguns livros realmente nos fazem lembrar do nosso passado. Faz tanto tempo que não jogo baralho que nem mesmo as regras da simples "batidinha" me fogem da cabeça - isso é triste. Na obra em que trabalho tem alguns operários que jogam na hora do almoço, todos apostando. Alguns mesmo já vieram me pedir dinheiro emprestado depois de perder todo o dinheiro que tinham para a semana, eu emprestei e... eles apostaram, e perderam, tudo. - constatei depois no livro que isso é a pior coisa a se fazer. Uma coisa é a pessoa perder tudo, outra bem diferente é além disso sair pedindo dinheiro emprestado para continuar jogando, esperando uma maré de sorte que talvez não venha.

Lembre-se que: "... em uma maré de sorte você dificilmente irá recuperar o que perdeu em uma maré de azar".

domingo, 11 de dezembro de 2011

Mundos no mundo


Achei legal... E lembrando que: SE um dia eu for preso quero levar para a minha cela todos os meus livros!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Posters de filmes - Falta de criatividade ou mera coincidência?

Foi-se o tempo em que um poster de cinema realmente atraía a atenção do público pela originalidade (ao menos a maioria do público, já que para alguns "não-cinéfilos" qualquer coisa serve). Eu mesmo não tinha parado pra pensar nisso, mas "viajando" ai pela internet eu descobri que existe uma semelhança (repetição) considerável nos modelos de posters (aqueles cartazes que ficam na frente dos cinemas). Trata-se de uma iconografia (palavrinha legan, hein?) nada nova - gasta, mas que fazem sucesso ao grande púlico. Gosto de filmes, de cinema e aprendi com um primo meu (há muito tempo) a prestar atenção nas trilhas sonoras. Mas a relação existente entre esses cartazes... nunca tinha prestado atenção... não até hoje!
 
Vejam os exemplos abaixo (separados por gêneros - ou tipos):








Que coisa, não?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Morre o escritor Érico Veríssimo - Há 36 anos

 
"No dia 28 de novembro de 1975, morria o escritor, professor e tradutor Érico Veríssimo, em Porto Alegre (RS). Considerado um dos escritores brasileiros mais populares do século XX, com obras traduzidas para mais de 15 idiomas, ele nasceu em Cruz Alta (RS), no dia 17 de dezembro de 1905. Quando faleceu, Érico Veríssimo deixou inacabada a segunda parte de seu livro de memórias “Solo de Clarineta”. Sua obra-prima, contudo, que lhe deixou famoso no Brasil e no exterior foi a trilogia “O tempo e o vento”. Dividida em “O Continente” (1949), “O Retrato” (1951) e “O Arquipélago” (1962), os romances contam a história do Rio Grande do Sul, de 1680 até o fim do Estado Novo em 1945, por meio das famílias Terra e Cambará. A obra virou novela, minissérie e filme. Seu primeiro grande sucesso foi “Olhai os lírios do campo”, lançado em 1938. O livro foi adaptado para o cinema, “Mirad los lirios” (1947), uma produção argentina.

Outra obra de grande sucesso foi “Incidente em Antares” (1971), que liderou a lista de livros nacionais mais vendidos durante semanas. Este foi precedido por “Senhor embaixador” (1965), que ganhou o Prêmio Jabuti, na categoria romance. Em 1973, publicou o primeiro volume de “Solo de Clarineta”, sua segunda e ampliada autobiografia. Contudo, quando estava escrevendo o segundo volume, Érico Veríssimo foi vítima de um enfarte.

Durante sua vida, Érico Veríssimo também escreveu contos, livros infanto-juvenis, ensaios e narrativas de viagens. Neste último gênero, publicou, por exemplo, “A volta do gato preto” (1946), sobre sua vida nos Estados Unidos. Entre suas traduções, ele transcreveu do inglês para o português vários livros, entre eles Contraponto (Point Counter Point), de Aldous Huxley (1934), e Ratos e homens (Of Mice and Men), de John Steinbeck (1940)."

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Kubrick e os bastidores


       Essa foto foi tirada durante as filmagens de "O Iluminado" (1980). Em primeiro plano temos Jack Nicholson, desfocado e em segundo plano um operador de câmera fazendo alguns ajustes (muito provavelmente durante uma pausa das filmagens.

       Kubrick, ao tirar essa foto ao lado da filha, estaria lembrando do início de sua carreira? Vale lembrar que o diretor começou como fotógrafo profissional.

domingo, 13 de novembro de 2011

Demasiada miséria


"[...] hay demasiada miseria, demasiada tragedia en el mundo, demasiada desesperación como para que nosotros estemos ocupados con nuestras pequeñas cosas."

Filme/Documentário José e Pilar

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

sábado, 15 de outubro de 2011

QUESTIONÁRIO LITERÁRIO

Enquanto vadiava pela internet acabei encontrando um quiz bastante interessante sobre literatura. O questionário constava de 30 perguntas sobre gostos literários. Resolvi fazer um (as 15 melhores pergutas) e postar no PSICODELICUS. Segue abaixo as minhas respostas:

1- UM LIVRO QUE TE SURPREENDEU?



2- UM LIVRO QUE TE FEZ CHORAR?


3- O MELHOR LIVRO QUE VOCÊ JÁ LEU?

Não me atrevo a nomear... gostei de tantos!

4- UM LIVRO QUE VOCÊ TENHA LIDO MAIS DE UMA VEZ
5- O 1° LIVRO QUE VOCÊ LEMBRA DE TER LIDO


6- UM LIVRO QUE VOCÊ ACHOU DIFÍCIL DE LER



7- UM LIVRO QUE TODOS DEVERIAM LER, AO MENOS UMA VEZ



8- UM LIVRO QUE VOCÊ NÃO TERMINOU DE LER


9- UM LIVRO QUE TE FAZ LEMBRAR ALGUÉM / ALGUMA COISA


10- QUAL LIVRO VOCÊ GOSTARIA DE VER EM FILME?


11- DOS LIVROS QUE VOCÊ JÁ LEU, QUAL O SEU PERSONAGEM FAVORITO?


12- CITE 5 LIVROS DA TUA PILHA DE "EU VOU LER"

1) Norwegian Wood - Haruki Murakami
2) Uma história da Leitura - Alberto Manguel
3) Cem anos de Solidão - Gabriel García Marquez
4) Por quem os Sinos Dobram - Ernest Hemingway
5) O Conde de Montecristo - Alexandre Dumas

13- UM LIVRO QUE GOSTARIA DE TER ESCRITO


14- UM LIVRO QUE GOSTARIA DE LER MAS NUNCA LEU?


15- RECOMENDE UM AUTOR PARA UM LEITOR INICIANTE

Ernest Hemingway
Bem... acho que é isso! Apesar de parecer simples, não foi tão fácil assim responder esse questionário. Talvez seja mais difícil ainda explicar as respostas.

sábado, 8 de outubro de 2011

Frase do dia - Umberto Eco


"Justificar tragédias como "vontade divina" tira da gente a responsabilidade por nossas escolhas."

Umberto Eco

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O Casal Hitchcock

O cineasta anglo-americano Alfred Hitchcock ficou conhecido por seus filmes de suspense. Sua esposa, Alma Hitchcock, foi sua companheira por toda a vida, tanto na pessoal como na profissional. Alma trabalhou com o marido em diversos filmes, sendo sua assistente, argumentista, montadora...

Apesar de seu casamento tido como "não-convencional" por alguns, o casal sempre foi muito ligado um ao outro.

Segue algumas fotos do casal em diversas épocas da vida de Hitchcock.









terça-feira, 4 de outubro de 2011

Os abismos que nos separam

"Estava claríssimo que as desigualdades se iriam intensificar, que um abismo nos ia separar. E não é só o abismo do ter: é, também, o abismo do saber. Porque o saber está a concentrar-se numa minoria escassíssima. Estamos a repetir, mutatis mutandis, o modelo da Idade Média, em que o saber disponível estava concentrado numa gruta de teólogos, uns poucos mais, o resto era uma massa ignorante."
 
JOSÉ SARAMAGO

sábado, 1 de outubro de 2011

After Dark - Murakami

Encontrei esse trailer caseiro de uma adaptação (mais caseira ainda, suponho) do livro "Após o Anoitecer" - Haruki Murakami.

Quem sabe futuramente não façam um filme? Porém eu duvido muito que supere a adaptação de Norwegian Wood.

domingo, 25 de setembro de 2011

Mizoguchi e os Contos da lua Vaga



Em Contos da lua vaga (ou simplesmente Ugetsu, como no título original ), do cineasta Mizoguchi,  encontramos um filme maravilhoso, lírico, quase poético, por assim dizer. A união do que eu mais gosto na cultura japonesa: história, lendas, costumes de um japão distante, tradicional e cada vez mais esquecido (me arrisco a dizer) pelos próprios japoneses, em troca da chamada cultura pop.

Através do encontro do real com o imaginário o Mizoguchi trata de temas como amor, ambição, honra, família e responsabilidade para com os que dependem de nós. Todos esses temas nos surgem através por meio de quatro personagens principais: o pobre e ganancioso oleiro Genjuro, que sonha em fazer  fortuna com seu pequeno negócio de cerâmicas e seu vizinho (supostamente seu cunhado) Tobei, um homem que sonha tornar-se samurai para poder sentir-se honrado e respeitável em sua vila.

A história se passa no século 16, durante uma guerra civil no Japão, e percebemos, ao correr do filme, o que cada um deles (e por que não dizer cada um de nós, seres humanos) são capazes de fazer para realizar seus / nossos sonhos. Os homens tolos e suas mulheres sofridas dessa história passam por diversas transformações (em sua maioria violentas) causadas pelo sobrenatural e o real.

 
Contos da lua Vaga é um filme, de certa forma, perturbador e belo. Mais belo do que perturbador. Ter um pouco de sensibilidade e assistir um filme como este pode muito bem nos fazer pensar em que caminho o nosso cinema está indo. Mais explosões, sexo, sangue e carros desgovernados do que uma beleza realmente natural, lírica (adoro esta palavra)... sensível!

Assistir um filme desses sem dúvida e como estar admirando uma verdadeira obra de arte, é como estar na presença da grandeza. Me faz sentir-me honrado e humilde.