segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Morre o escritor Érico Veríssimo - Há 36 anos

 
"No dia 28 de novembro de 1975, morria o escritor, professor e tradutor Érico Veríssimo, em Porto Alegre (RS). Considerado um dos escritores brasileiros mais populares do século XX, com obras traduzidas para mais de 15 idiomas, ele nasceu em Cruz Alta (RS), no dia 17 de dezembro de 1905. Quando faleceu, Érico Veríssimo deixou inacabada a segunda parte de seu livro de memórias “Solo de Clarineta”. Sua obra-prima, contudo, que lhe deixou famoso no Brasil e no exterior foi a trilogia “O tempo e o vento”. Dividida em “O Continente” (1949), “O Retrato” (1951) e “O Arquipélago” (1962), os romances contam a história do Rio Grande do Sul, de 1680 até o fim do Estado Novo em 1945, por meio das famílias Terra e Cambará. A obra virou novela, minissérie e filme. Seu primeiro grande sucesso foi “Olhai os lírios do campo”, lançado em 1938. O livro foi adaptado para o cinema, “Mirad los lirios” (1947), uma produção argentina.

Outra obra de grande sucesso foi “Incidente em Antares” (1971), que liderou a lista de livros nacionais mais vendidos durante semanas. Este foi precedido por “Senhor embaixador” (1965), que ganhou o Prêmio Jabuti, na categoria romance. Em 1973, publicou o primeiro volume de “Solo de Clarineta”, sua segunda e ampliada autobiografia. Contudo, quando estava escrevendo o segundo volume, Érico Veríssimo foi vítima de um enfarte.

Durante sua vida, Érico Veríssimo também escreveu contos, livros infanto-juvenis, ensaios e narrativas de viagens. Neste último gênero, publicou, por exemplo, “A volta do gato preto” (1946), sobre sua vida nos Estados Unidos. Entre suas traduções, ele transcreveu do inglês para o português vários livros, entre eles Contraponto (Point Counter Point), de Aldous Huxley (1934), e Ratos e homens (Of Mice and Men), de John Steinbeck (1940)."

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Kubrick e os bastidores


       Essa foto foi tirada durante as filmagens de "O Iluminado" (1980). Em primeiro plano temos Jack Nicholson, desfocado e em segundo plano um operador de câmera fazendo alguns ajustes (muito provavelmente durante uma pausa das filmagens.

       Kubrick, ao tirar essa foto ao lado da filha, estaria lembrando do início de sua carreira? Vale lembrar que o diretor começou como fotógrafo profissional.

domingo, 13 de novembro de 2011

Demasiada miséria


"[...] hay demasiada miseria, demasiada tragedia en el mundo, demasiada desesperación como para que nosotros estemos ocupados con nuestras pequeñas cosas."

Filme/Documentário José e Pilar

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

sábado, 15 de outubro de 2011

QUESTIONÁRIO LITERÁRIO

Enquanto vadiava pela internet acabei encontrando um quiz bastante interessante sobre literatura. O questionário constava de 30 perguntas sobre gostos literários. Resolvi fazer um (as 15 melhores pergutas) e postar no PSICODELICUS. Segue abaixo as minhas respostas:

1- UM LIVRO QUE TE SURPREENDEU?



2- UM LIVRO QUE TE FEZ CHORAR?


3- O MELHOR LIVRO QUE VOCÊ JÁ LEU?

Não me atrevo a nomear... gostei de tantos!

4- UM LIVRO QUE VOCÊ TENHA LIDO MAIS DE UMA VEZ
5- O 1° LIVRO QUE VOCÊ LEMBRA DE TER LIDO


6- UM LIVRO QUE VOCÊ ACHOU DIFÍCIL DE LER



7- UM LIVRO QUE TODOS DEVERIAM LER, AO MENOS UMA VEZ



8- UM LIVRO QUE VOCÊ NÃO TERMINOU DE LER


9- UM LIVRO QUE TE FAZ LEMBRAR ALGUÉM / ALGUMA COISA


10- QUAL LIVRO VOCÊ GOSTARIA DE VER EM FILME?


11- DOS LIVROS QUE VOCÊ JÁ LEU, QUAL O SEU PERSONAGEM FAVORITO?


12- CITE 5 LIVROS DA TUA PILHA DE "EU VOU LER"

1) Norwegian Wood - Haruki Murakami
2) Uma história da Leitura - Alberto Manguel
3) Cem anos de Solidão - Gabriel García Marquez
4) Por quem os Sinos Dobram - Ernest Hemingway
5) O Conde de Montecristo - Alexandre Dumas

13- UM LIVRO QUE GOSTARIA DE TER ESCRITO


14- UM LIVRO QUE GOSTARIA DE LER MAS NUNCA LEU?


15- RECOMENDE UM AUTOR PARA UM LEITOR INICIANTE

Ernest Hemingway
Bem... acho que é isso! Apesar de parecer simples, não foi tão fácil assim responder esse questionário. Talvez seja mais difícil ainda explicar as respostas.

sábado, 8 de outubro de 2011

Frase do dia - Umberto Eco


"Justificar tragédias como "vontade divina" tira da gente a responsabilidade por nossas escolhas."

Umberto Eco

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O Casal Hitchcock

O cineasta anglo-americano Alfred Hitchcock ficou conhecido por seus filmes de suspense. Sua esposa, Alma Hitchcock, foi sua companheira por toda a vida, tanto na pessoal como na profissional. Alma trabalhou com o marido em diversos filmes, sendo sua assistente, argumentista, montadora...

Apesar de seu casamento tido como "não-convencional" por alguns, o casal sempre foi muito ligado um ao outro.

Segue algumas fotos do casal em diversas épocas da vida de Hitchcock.









terça-feira, 4 de outubro de 2011

Os abismos que nos separam

"Estava claríssimo que as desigualdades se iriam intensificar, que um abismo nos ia separar. E não é só o abismo do ter: é, também, o abismo do saber. Porque o saber está a concentrar-se numa minoria escassíssima. Estamos a repetir, mutatis mutandis, o modelo da Idade Média, em que o saber disponível estava concentrado numa gruta de teólogos, uns poucos mais, o resto era uma massa ignorante."
 
JOSÉ SARAMAGO

sábado, 1 de outubro de 2011

After Dark - Murakami

Encontrei esse trailer caseiro de uma adaptação (mais caseira ainda, suponho) do livro "Após o Anoitecer" - Haruki Murakami.

Quem sabe futuramente não façam um filme? Porém eu duvido muito que supere a adaptação de Norwegian Wood.

domingo, 25 de setembro de 2011

Mizoguchi e os Contos da lua Vaga



Em Contos da lua vaga (ou simplesmente Ugetsu, como no título original ), do cineasta Mizoguchi,  encontramos um filme maravilhoso, lírico, quase poético, por assim dizer. A união do que eu mais gosto na cultura japonesa: história, lendas, costumes de um japão distante, tradicional e cada vez mais esquecido (me arrisco a dizer) pelos próprios japoneses, em troca da chamada cultura pop.

Através do encontro do real com o imaginário o Mizoguchi trata de temas como amor, ambição, honra, família e responsabilidade para com os que dependem de nós. Todos esses temas nos surgem através por meio de quatro personagens principais: o pobre e ganancioso oleiro Genjuro, que sonha em fazer  fortuna com seu pequeno negócio de cerâmicas e seu vizinho (supostamente seu cunhado) Tobei, um homem que sonha tornar-se samurai para poder sentir-se honrado e respeitável em sua vila.

A história se passa no século 16, durante uma guerra civil no Japão, e percebemos, ao correr do filme, o que cada um deles (e por que não dizer cada um de nós, seres humanos) são capazes de fazer para realizar seus / nossos sonhos. Os homens tolos e suas mulheres sofridas dessa história passam por diversas transformações (em sua maioria violentas) causadas pelo sobrenatural e o real.

 
Contos da lua Vaga é um filme, de certa forma, perturbador e belo. Mais belo do que perturbador. Ter um pouco de sensibilidade e assistir um filme como este pode muito bem nos fazer pensar em que caminho o nosso cinema está indo. Mais explosões, sexo, sangue e carros desgovernados do que uma beleza realmente natural, lírica (adoro esta palavra)... sensível!

Assistir um filme desses sem dúvida e como estar admirando uma verdadeira obra de arte, é como estar na presença da grandeza. Me faz sentir-me honrado e humilde.

sábado, 24 de setembro de 2011

As Ilhas da Corrente - Ernest Hemingway



Em As Ilhas da Corrente temos mais uma amostra do que foi o fenômeno Ernest Hemingway. O livro relata a história de Thomas Hudson e suas suas aventuras e experiências como pintor e em diversas atividades anti-submarinas (Segunda Guerra Mundial) no litoral de Cuba.

Solitário, Hudson perde sua família em um trágico acidente e reflete sobre o fim de seu relacionamento com sua ex-esposa - Tudo isso enquanto pinta, pesca e navega em suas missões. Thomas Hudson tem muito do próprio Hemingway - barbas brancas, preciador de bebidas, amante do mar e vivendo em um auto-exílio.

O livro é dividido em três partes: Bimini, Cuba e No mar

Na primeira parte, em Bimini, conhecemos alguns detalhes de sua rotina solitária como pintor. Recebe a visita dos filhos e de sua ex-mulher. Um fato interessante é que, apesar de ser uma pequena visita, Hudson não se envolve tanto com os filhos, pois sabe que logo eles irão embora e ele voltará a ficar só,  tendo que depois reacostumar-se com a solidão do lugar. Mas isso não o impede de aprender e ensinar muito a seus filhos. Nessa primeira parte temos, ainda, um longo duelo entre o homem (seu filho) com um peixe extraordinário - o que não nos deixa de relembrar outro sucesso do autor, o Velho e o Mar.

Já na segunda e terceira parte, Hudson está em Cuba, durante a Segunda Guerra. Mesmo lidando com suas tragédias pessoais, suas atividades secretas combatendo e perseguindo submarinos inimigos (alemães), ele segue sempre em frente, tendo em vista sempre o dever

"Meta isso na cachola. O filho, você perde. O amor, também. A honra, há muito tempo que se foi. O dever, você faz."


E como em toda obra verdadeiramente Hemingwayniana, temos ainda o uso de frases curtas, com impacto, sem exageros de descrições as vezes desnecessárias (apesar de os cenários serem dos mais paradisíacos).


Impossível não gostar. Eu pelo menos adorei - e recomendo!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A morte de um grande escritor


Há cerca de quarenta e um anos (Novembro de 1970) que o escritor japonês Yukio Mishima morreu. E pode-se afirmar que de todas as mortes de escritores ocorridas no século 20 a sua foi a mais impressionante: Mishima e quatro companheiros invadiram um quartel em Tóquio, fizeram de prisioneiro um alto comandante e  o líder, Yukio, fez um discurso patriótico aos soldados para persuadi-los a  restituírem o poder do imperador, reduzidos pela tropas americanas em ocupação. E disse que ia suicidar-se caso não fosse atendido. Porém, como era de se esperar, os militares não o levaram a sério: Mishima cometeu suicídio na frente de todos (o trdicional Hara Kiri - suicídio japonês na época dos samurais).


Na tradição japonesa o Hara Kiri, ou seppuku, é algo heróico - visto até com bons olhos por alguns. Trata-se do indivíduo corta o próprio abdômen com uma navalha (geralmente uma espada). Mas não é só isso, há todo um ritual: o tipo certo de roupa, um ou dois goles de saquê, dois poemas para se despedir da vida, etc.

Yukio mostrava uma verdadeira e doentia obsessão pela morte: praticava culturismo e era mestre na arte espadachim dos Samurai, como maneira de adiar a velhice. Gostava também de se auto-fotografar, simulando suicídio. Essas fotos eram tidas como treino para sua morte (à maneira samurai).


Quando o pai de Mishima percebeu que o filho iria ser realmente um escritor ordenou que o filho fosse o melhor. Com 24 anos, seu livro Confissões de uma Máscara foi um sucesso absoluto.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Frase do dia - Murakami

 
"Se apenas leres os livros que toda a gente lê, apenas podes pensar o mesmo que os outros estão a pensar."- Haruki Murakami