sábado, 16 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Nunca um compromisso
"A literatura não é um compromisso. Nunca. O compromisso, se existe, será o dessa pessoa que é o escritor. A literatura não pode ser instrumentalizada. Não se pode dizer que sirva para isto ou aquilo."
José Saramago
sábado, 2 de julho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
Os fillmes de Allen
Tenho que confessar: sempre que assisto um dos filmes do Woody Allen tenho, já do começo, algumas pretensões pseudo-cults. Não é culpa minha, juro! Mas é a verdade.
Nos primeiros vinte minutos tento entender, no meio de toda aquela falta de sentido, a profundidade de tudo o que me é exposto. Procuro metáforas de todo o tipo e chego a conclusão que estou sendo tolo, deixo tudo de lado e me concentro no filme, me esquecendo um pouco da minha vaidade "intelectual" e sendo apenas um simples expectador. Percebendo, só no final, a "profundidade" de tudo aquilo.
Me envolvo, fico curioso, fico triste, me deprimo, fico na torcida e em seguida posso ver uma luz no fim do túnel. Vejo que muitos dos filmes deles são como a vida: Nem sempre o mocinho fica com a mocinha; nem tudo são sorrisos, mas também está longe de ser só lágrimas... parece besteira, mas é como ter um orgasmo intelectual descobrir por si mesmo isso tudo!
Percebo, só no final, que os filmes de Allen, na sua grande maioria, não são para qualquer um. Não estou sendo pseudo-cult-vaidoso-intelectual-egocêntrico ao dizer isso, mas as pessoas estão acostumadas afinais emocionantes, grandes explosões, beijos devoradores, sexo semi-explícito, etc... e podem acabar achando o filme entediante... um tanto "parado" como disse uma amiga minha. Mas Woody é diferente.
Bem, para falar a verdade, é complicado falar sobre esse cineasta de Nova Iorque. Talvez um dia em que o presente leitor desse despretensioso blog estiver num clima meio existencial, possa entender o que digo. Ou talvez, assim como eu, já seja fã de seus filmes.
Perdoem meus erros de ortografia e de concordância, mas estou no meio de uma crise de garganta e a febre não me deixa raciocinar direito!
Ciao!
domingo, 19 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Teresinha - Chico Buarque
O primeiro me chegou
Como quem vem do florista:
Trouxe um bicho de pelúcia,
Trouxe um broche de ametista.
Me contou suas viagens
E as vantagens que ele tinha.
Me mostrou o seu relógio;
Me chamava de rainha.
Me encontrou tão desarmada,
Que tocou meu coração,
Mas não me negava nada
E, assustada, eu disse "não".
O segundo me chegou
Como quem chega do bar:
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar.
Indagou o meu passado
E cheirou minha comida.
Vasculhou minha gaveta;
Me chamava de perdida.
Me encontrou tão desarmada,
Que arranhou meu coração,
Mas não me entregava nada
E, assustada, eu disse "não".
O terceiro me chegou
Como quem chega do nada:
Ele não me trouxe nada,
Também nada perguntou.
Mal sei como ele se chama,
Mas entendo o que ele quer!
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher.
Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não,
Se instalou feito posseiro
Dentro do meu coração.
Como quem vem do florista:
Trouxe um bicho de pelúcia,
Trouxe um broche de ametista.
Me contou suas viagens
E as vantagens que ele tinha.
Me mostrou o seu relógio;
Me chamava de rainha.
Me encontrou tão desarmada,
Que tocou meu coração,
Mas não me negava nada
E, assustada, eu disse "não".
O segundo me chegou
Como quem chega do bar:
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar.
Indagou o meu passado
E cheirou minha comida.
Vasculhou minha gaveta;
Me chamava de perdida.
Me encontrou tão desarmada,
Que arranhou meu coração,
Mas não me entregava nada
E, assustada, eu disse "não".
O terceiro me chegou
Como quem chega do nada:
Ele não me trouxe nada,
Também nada perguntou.
Mal sei como ele se chama,
Mas entendo o que ele quer!
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher.
Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não,
Se instalou feito posseiro
Dentro do meu coração.
sábado, 28 de maio de 2011
Apocalipse Zumbi
De todas as criaturas que estão aí (ou foram criadas) para nos fazer medo, os zumbis são os que me dão maior medo. Caso alguém tenha a improvável vontade de perguntar a qualquer um dos meus amigos, qual o meu maior medo, a resposta será a mesma: Um Apocalipse Zumbi!
Deixaríamos de ser o topo da cadeia alimentar, e passaríamos a ser espécie em extinção. Presos em casa, em alguma base militar subterrânea ou até mesmo num shopping, estaríamos condenados à fome, sede, doenças e até mesmo à loucura. Suicídio? Até que não seria uma ideia tão absurda assim, aliás, talvez se tornasse prática corrente.
Mas claro, há aqueles que iriam se aventurar pelas ruas a procura de víveres ou até mesmo para um lugar mais seguro. Muitos morreriam no caminho. O restante... melhor nem pensar! Com apenas uma mordida essas coisas poderiam te transformar num deles. Isso já não fosse o bastante( andar por ai, sem alma, num corpo putrefato) o processo de transformação não é um dos mais, digamos, tranquilos e bonitos.
Há filmes, livros, games, quadrinhos... o universo zumbi já pode estar nas mãos de qualquer um interessado, basta procurar por aí.
Estou lendo um excelente livro sobre o assunto: Apocalipse Z - O Princípio do Fim. Este livro está, literalmente, me prendendo do início ao fim.
Sem dúvida, o livro acima é um dos melhores livros (por que não dizer o melhor?) de terror da atualidade. Já li alguns livros do Stephen King e confesso que nehum chegou nem perto de sequer me prender tanto na leitura quanto este. E me causar tanto medo!
O autor, Manel Loureiro, usa do gênero diário (assim como Drácula, do imortal Bram Stoker), para contar como o mundo foi tomado por esses "não mortos". Primeiramente por seu blog, em seguida, com a falta de internet e posteriormente de energia elétrica, pelo seu diário.
Outro sucesso estrondoso, conhecido por todos é a série de TV "The Walking Dead". Embora a primeira temporada tenha apenas seis episódios, a série nos deixa loucos de tensão!
Há também inúmeros games fantásticos e não estou falando apenas do clássico Resident Evil, já existem alguns que, na minha humilde opinião, já o superaram e muito. Basta procurar no youtube para ter um noção
Zombis... até que ponto serão fruto da imaginação ou da mídia... será que em algum dia... bem, estou começando a dizer besteiras...
... Será?
....
domingo, 22 de maio de 2011
Hemingway num Verão Perigoso
As facetas de Hemingway são muitas. Ele é o que poderia se chamar hoje de macho alfa: valentão, personalidade forte, corajoso e gosta de aventuras.
Basta ler alguns de seus livros para descobrir o quanto sua vida foi agitada, vivendo da literatura e viajando o mundo inteiro, além de conhecer suas preferências esportivas, seu hobby, por assim dizer: Pescaria (O Velhor e o Mar); Caçadas em Safaris (Verdade ao Amanhecer); Experiência na primeira Guerra Mundial (Adeus às Armas); Guerra Civil espanhola (Por quem os Sinos Dobram); A fabulosa Paris dos anos 20 e a "geração perdida" ( Paris é uma Festa); entre vários outros.
E outra importante e não conhecida por muitos: a Tauromaquia.
O Verão Perigoso é um retorno de Hemingway a cenários de sua juventude, porém revisitados já na maturidade - as touradas, a Espanha. No livro, que não poderia ser necessariamente considerado como um romance, é narrada a viagem do autor pela Europa na companhia de dois grandes toureiros: Antônio Ordoñez e Luis Miguel Dominguín - Ambos equiparados em habilidade e carisma.
Pode-se considerar como uma crônica de sensacional temporada que se desenvolveu nas arenas espanholas naquele ano (1959). Na verdade, um misto de ficção e auto-retrato do Nobel.
Segue abaixo um pequeno registro, encontrado na internet, do fenômeno que foi Antônio Ordoñez:
Tradição da Espanha e de outros países da Europa (Portugal, por exemplo) a Tauromaquia também tem seu lado obscuro.Em 1980 a UNESCO fez a seguinte declaração:
"A tauromaquia é terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espetáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura."
Apesar de detalhar com precisão grandes faenas, e narrar da forma mais poética possível, evidentemente, como um aficionado, Hemingway não teve a menor preocupação em retratar este lado das touradas.
Hoje, as touradas estão proibidas.
O Verão Perigoso é um livro extremamente enriquecedor, embora um pouco repetitivo, já que trata-se dois assuntos que se repetem durante todo o livro: touradas e suas viagens entre as corridas. Aprendi bastante sobre o assunto, inclusive alguns termos específicos das touradas. No final do livro existe um glossário com os termos usualmente conhecidos.
Não há como não se comover diante das cornadas recebidas pelos toureiros. Leitura obrigatória!
sábado, 23 de abril de 2011
Dear Mr. Gacy
Em apenas seis anos, entre 1972 e 1978, John W. Gacy torturou, violou e assassinou brutalmente cerca de 33 adolescentes (todos rapazes). Costumava fantasiar-se de palhaço
Era tido como um cidadão comum e pacato. Sua vida tinha tudo para ser uma história chata.
Nasceu em Chicago em 1942, uma mãe que o adorava e um pai alcoólatra. Quando adulto, seguiu um caminho da classe média americana: faculdade de administração, dois casamentos, filhos, membro de instituições religiosas e possuia uma empresa própria. Na sua empreiteira fez dinheiro contratando só adolescentes - "para baixar custos".
Faltava duas semanas para o Natal quando um jovem, Robert Piest, 15, saiu com a mãe para procurar uma vaga na empreiteira de Gacy. Ela ficou na farmácia em frente, esperando. Nunca mais o viu. O desaparecimento levou a polícia a investiga-lo.
No decorrer de várias investigações e de uma quase confissão de Gacy, a polícia, levada por fortes odores, arrancou todo o piso da casa, encontrando um cemitério clandestino.
Em 1988, Gacy foi condenado a 21 prisões perpétuas e 12 penas de morte. Enquanto aguardava no Corredor da Morte do Menard Correctional Center de Illinois, Gacy - apelidado pela imprensa de "Palhaço Assassino" - passava o tempo fazendo bellíssimos desenhos infantis, especialmente ... palhaços! Suas ilustrações são consideradas ítens de coleção, e alcançam altos preços no mercado.
Em 1988, Gacy foi condenado a 21 prisões perpétuas e 12 penas de morte. Enquanto aguardava no Corredor da Morte do Menard Correctional Center de Illinois, Gacy - apelidado pela imprensa de "Palhaço Assassino" - passava o tempo fazendo bellíssimos desenhos infantis, especialmente ... palhaços! Suas ilustrações são consideradas ítens de coleção, e alcançam altos preços no mercado.
Há uma história interessante pelo meio de tudo isto: Jason Moss, um jovem estudante de psicologia criminal com um fascínio mórbido por serial killers, decidiu fazer a tese de licenciatura sobre o assassino John Gacy. Decorria o ano de 1993 e o estudante de 18 anos, inteligente e destemido, encetou um contacto regular com o assassino, enviando cartas para ganhar a confiança do criminoso. Fez-se passar por homossexual para seduzir Gacy (enviou-lhe fotos ousadas), contou-lhe pormenores da sua vida pessoal e falou com o serial-killer (este a partir da prisão) por carta e telefone.
A perigosa intimidade entre os dois foi de tal ordem que perturbou a vida quotidiana do jovem estudante, tornando-se até violento. Durante vários meses, Jason Moss quis ir ao fundo da psicologia do assassino, compreender as suas motivações e a sua personalidade. Até que um dia, pouco antes de John Gacy ser executado, este solicita a presença física de Jason moss na prisão, para se conhecerem pessoalmente.
E é nesse particular momento que se atinge o clímax de tensão entre ambos: apesar de se considerarem "amigos", John Gacy ameaça matar Jason Moss em plena cela (na ausência dos guardas prisionais), revelando toda a natureza malévola do serial killer (imagem em baixo).
Mais tarde, Jason Moss escreveria um livro para descrever os pormenores deste relacionamento doentio, assim como a correspondência que estabeleceu com outros famosos assassinos em série presos: Charles Manson, Jeffrey Dahmer e Henry Lee Lucas. Esse livro, "The Last Victim", teve um assinalável êxito de vendas, dando origem a um filme assaz interessante - "Dear Mr. Gacy" (2010), com um fantástico e perturbador William Forsythe no papel do sinistro John Gacy. Um filme que retrata, com imperturbável serenidade, a conturbada e perigosa relação entre Gacy e Moss.
Acima, foto de John Gacy e Jason Moss momentos antes de estarem em uma cela... sozinhos! Veja o trailer do filme.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
A Janela Secreta
Após assistir esse filme, nessa madrugada de sexta-feira, foi impossível resistir, tive que postar: Janela Secreta é um filme, sem dúvida alguma, sensacional!
Baseado na obra homônima de Stephen King, Janela Secreta, estrelado por Johnny Deep, se encaixa perfeitamente no tipo de filme que eu gosto: Inteligente, enredo envolvente, terror psicológico e um final surpreendente!
Mais uma vez, assim como em Instinto Secreto, surge diante de nós a figura do Alterego, o que pode ser entendido literalmente como um outro eu (uma outra personalidade). No campo da psicologia, o alterego é entendido com um eu inconsciente. Neste caso, é um substituto perfeito em que a pessoa pode delegar uma função importante, algo que confiaríamos, mesmo sem a consciência de sua existência.
Não sou especialista e aqui nem é o melhor lugar para esse tipo de definições. Mas uma pergunta: encontrar a mulher amada na cama com outro homem não deve ser uma experiência muito boa, mas e quanto a reter esse sentimento e/ou desejo de vingança por tanto tempo, pode ser benéfico? Como lidar com o fato?
Assistam o filme! Um suspense intrigante, que vale a pena fazer parte da sua coleção de filmes!
Assistam o filme! Um suspense intrigante, que vale a pena fazer parte da sua coleção de filmes!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
O Universo de Zé Lins
Como matéria prima de seus livros, suas memórias, o universo inteiro de José Lins do Rego chega até nós por meio de seus romances regionalistas.
"Fiz livro de memória com a matéria retida pela engrenagem que a natureza me deu. Pode ser que me escape a legitimidade de um nome ou de uma data, mas me ficou a realidade do acontecido como um grão na terra. A sorte está em que a semente não apodreça na cova..."
Ao ler uma obra memorialista de Zé Lins (Menino de engenho, Meus Verdes Anos, por exemplo) não me foge da cabeça o seguinte pensamento: E se José Lins não tivesse se tornado escritor ou ao menos não tivesse retratato sua infância no engenho, teríamos perdido um universo inteiro de informações, personagens, cultura e uma parte importantíssima da história do Brasil.
O que me fica na cabeça é a figura de seu avô, dono do Engenho do Corredor. Há quem diga que a partir dele surgiu sua vontade de ser escritor. Contar a história do seu avô.
"Olhava eu o meu avô como se fosse ele o próprio engenho. A grandeza da terra era sua grandeza. Não poderia haver nada que não fosse do meu avô."
Talvez o que me ligue bastante a esse universo da cana-de-açúcar seja um pouco da minha infância. Também passei boa parte de minha infância numa fazenda no interior, fazenda essa de cana-de-açúcar. Uma figura paterna que sempre me vem em mente era o "Seu Franci", meu avô.
Não há como não se sentir emocionado ao ler seus livros, ao sentir-se um pouquinho transportado ao interior, passando como "uma temporada de férias" junto com o menino Carlos de Melo.
Um mundo inteiro em seus livros. Presença absoluta em meu palácio de memórias.
domingo, 17 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Cadê o tempo?
Cadê meu tempo?
- Sem tempo de dormir;
- Sem tempo de ler um livro;
- Sem tempo de ver um bom (ou qualquer) filme;
- Sem tempo daquela conversinha demorada com os amigos;
- Sem tempo de escrever tudo o que gostaria;
- Sem tempo para uma refeição decente;
- Sem tempo de estudar;
- Sem tempo de bobear na internet;
- Sem tempo de viajar;
- Sem tempo de namorar;
- Sem tempo de ter tempo!
- Sem tempo de dormir;
- Sem tempo de ler um livro;
- Sem tempo de ver um bom (ou qualquer) filme;
- Sem tempo daquela conversinha demorada com os amigos;
- Sem tempo de escrever tudo o que gostaria;
- Sem tempo para uma refeição decente;
- Sem tempo de estudar;
- Sem tempo de bobear na internet;
- Sem tempo de viajar;
- Sem tempo de namorar;
- Sem tempo de ter tempo!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Cinema Cultura - Luto
Algo de horrível aconteceu. O blog "Cinema Cultura", o meu favorito no que diz respeito a downloads de filmes raros, está desde ontem (11/04) fora do ar!
Ao acessar o endereço, este no meu menu de favoritos há tanto tempo, surge a hedionda e macabra(?) noticia: "
Lamentamos, mas o blogue em cinemacultura.blogspot.com foi removido.
Essa sem dúvida foi a pior notícia que eu poderia receber (logo numa segunda-feira). Espero do fundo do meu coração que seja apenas um falha no sistema (ou seja qual for a expressão mais apropriada!), caso contrário, me considero um dos muitos orfãos do blog.
Através de sites como esse (cinemacultura.blogspot.com), reles mortais ignorantes (eu) têm acesso aos filmes e diretores mais premiados e cults da história. Depois dele conheci nomes de peso: Kurosawa, Fellini, Polanski, Hitchcock, Woody Allen (!), Ingman Bergman, Bertolucci, Kubrick... entre tantos!
Prefiro tentar não sofrer por antecipação. Todos os dias, à noite (quando chegar do trabalho), darei uma olhadinha, na expectativa do próximo download. Mas se for de ter acontecido o pior (!)... ai lamentarei muito, e me culparei bastante por não ter aproveitado mais a oportunidade e ter baixado mais filmes enquanto pude!
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Universo em expansão
Médico: porque é que o seu filho está deprimido?
Mãe de Alvy: Diz ao doutor Flicker! Doutor, é qualquer coisa que ele leu...
Médico: Qualquer coisa que leu, hein?...
Alvy (9 anos): O universo está se expandindo...
Médico: O universo está se expandindo?
Alvy: Bem, o universo é tudo, e se está a expandir-se, qualquer dia vai explodir e será o fim de tudo!
Mãe de Alvy: E o que é que você tem a ver com isso? Doutor, ele até deixou de fazer os trabalhos de casa!
Alvy: E para quê, se o universo vai acabar?
Mãe de Alvy: Mas o que é que o universo tem a ver com isso? Você vive no Brooklyn! E o Brooklyn não está se expandindo!
Médico: O universo vai continuar a expandir-se durante milhões de anos, Alvy. E devemos aproveitar o tempo enquanto andamos por aqui.
Tirado de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen.
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